Ao acompanhar as novidades da tecnologia na saúde, você consegue garantir uma experiência ainda melhor para os pacientes e conquistar vantagem competitiva no mercado.

Um estudo da Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia enfatiza a importância dos médicos atualizarem constantemente sua educação médica, principalmente em assuntos como inovação e tecnologia.

“É necessário que os profissionais de saúde sejam capacitados e desenvolvam habilidades para incorporarem as tecnologias em sua prática. A tecnologia não pede “licença” para entrar. A tecnologia entra com respaldo dos usuários digitais, nesse caso, o Paciente Digital.”

Como as tendências da área mostram, a tecnologia nunca vai substituir os médicos, mas os profissionais que dominam o uso da tecnologia vão substituir aqueles que não dominam.

Para garantir que você está acompanhando as inovações tecnológicas da medicina, fique comigo neste artigo!

Conheça as 5 principais novidades da tecnologia na saúde

A área da saúde está sempre evoluindo, e é impossível conhecer todas as novas descobertas das especialidades. Entretanto, existem algumas inovações que se destacam para todos os médicos.

Veja a seguir quais são as novidades que você deve estar atento.

1. Algoritmos que detectam câncer de pele

Conseguir realizar um diagnóstico no estágio inicial da doença é fundamental para qualquer tratamento, principalmente para cânceres de pele.

Quase todos os cânceres de pele (melanoma e não melanoma) podem ser curados se houver detecção precoce.

Portanto, ir ao dermatologista frequentemente e garantir a prevenção é fundamental para qualquer paciente. Porém, nem todas as pessoas conseguem ir anualmente a uma consulta.

Em 2020, por exemplo, muitos optaram por não ir ao dermatologista para realizar o distanciamento social.

Um estudo do Global Melanoma Coalition estima que 21% dos cânceres de melanoma não foram detectados durante a pandemia em 2020, uma estatística preocupante para toda a área médica.

As teleconsultas foram fundamentais para os dermatologistas que conseguiram realizar atendimento a distância e garantiram o tratamento para seus pacientes.

Com a ajuda da inteligência artificial (IA), a tecnologia pode ir além da telemedicina e começar a diagnosticar pacientes com a ajuda de aplicativos médicos.

Google lançou um aplicativo de dermatologia movido a inteligência artificial que analisa a pele do paciente e sinaliza quais são os próximos passos: se é necessário ir ao dermatologista ou não.

A inteligência artificial foi treinada com milhares de imagens de cânceres de pele, manchas e diagnósticos de dermatologistas que ajudam a treinar a IA.

Como o próprio Google afirmou, o aplicativo não substitui um atendimento dermatológico, mas ajuda os pacientes a marcarem uma consulta quando é necessário.

A tecnologia funciona para todas as cores de pele mas ainda não foi regularizada, portanto, não está disponível no Brasil.

2. Drones que entregam medicamentos, descontaminam hospitais e monitoram os pacientes

Já imaginou poder entregar medicamentos para os pacientes sem precisar sair de casa? Com a ajuda dos drones, a área da saúde consegue ampliar seu atendimento para qualquer lugar do mundo.

guia da UNICEF (Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância) sobre como os drones podem ajudar no combate à Covid-19 aponta três principais usos:

  1. Entrega e transporte.
  2. Descontaminação de áreas.
  3. Monitoramento da saúde dos pacientes.

Zipline, uma startup norte-americana, usa drones para entregar suprimentos médicos em Ruanda desde 2016.

Durante a pandemia, a China foi um dos países que usou essa tecnologia para enviar medicamentos aos pacientes.

Os drones também podem ser usados para desinfetar áreas como hospitais, centros de esporte e ruas da cidade, sem colocar nenhuma pessoa em risco.

O projeto The Vital Intelligence, na Austrália, usou drones para monitorar sinais de infecção da Covid-19 nos pacientes.

É claro que essa tecnologia ainda pode melhorar e ser mais explorada, mas saber que podemos garantir serviços como entrega, descontaminação e monitoramento é um  verdadeiro alívio.

3. Aplicativo inteligente de combate à asma

Imagine o seguinte cenário: antes de começar seu treino na academia, Juliana conecta sua “bombinha para asma” em seu smartphone, abre um aplicativo médico e usa o inalador.

Ao checar os dados do aplicativo, é sinalizada que a dose foi tomada corretamente e espera 30 segundos para começar os exercícios. Ela pratica as atividades físicas sabendo que não terá um ataque de asma.

Após correr na esteira, Juliana abre novamente o aplicativo, que está conectado com seu smartwatch, e analisa se seus sinais vitais estão normais, ou se ela precisa de um repouso preventivo.

Todas essas informações estão conectadas a um relatório automático do software médico de seu cardiologista, que tem um histórico completo de seus sinais vitais.

Parece uma realidade bem distante, mas a verdade é que ela está cada vez mais perto de se tornar uma realidade.

Inovações como AioCare e Hailie mostram que podemos unir a tecnologia ao combate à asma de uma forma inteligente, que traga mais segurança e qualidade de vida para os pacientes.

Apesar de ainda não ser algo comum no Brasil, é uma novidade que com certeza vale acompanhar, não concorda?

4. Tecnologias focadas em alergias à comida

A comida é uma parte importante na vida de qualquer pessoa. Mas com a industrialização dos alimentos, muitas vezes comemos sem saber o que realmente estamos comendo.

Os médicos nutrólogos sabem melhor do que ninguém o quanto é difícil para os pacientes se prevenirem contra suas alergias.

Pensando nessa dor da área da saúde, vários aplicativos médicos começam a aparecer com o objetivo de combater e prevenir as alergias à comida.

SensoGenic, por exemplo, usa um biossensor para detectar alérgenos alimentares. Com a impressão digital do paciente, ele busca reações aos alérgenos e anticorpos.

A ideia é que o aparelho funcione em smartphones, por meio de um aplicativo, e a previsão é que ele chegue ao mercado em 2022.

Project Abbie é outra inovação nesse segmento do mercado.

A empresa deseja desenvolver um dispositivo vestível inteligente (wearable) que identifica anafilaxia e injeta epinefrina automaticamente quando as pessoas não conseguem realizá-la por conta própria.

5. Novas profissões na medicina

inteligência artificial e os robôs vão substituir profissões manuais que podem ser automatizadas, mas eles também vão exigir que novas profissões apareçam na área da saúde. Entre elas:

  • Especialista em aprendizagem de máquina: para treinar as inteligências artificiais e demais algoritmos que são necessários para a criação de inovações tecnológicas, será necessário que os profissionais de saúde se especializem nesses campos;
  • Analista de dados da saúde do paciente: os wearables, dispositivos vestíveis inteligentes, como smartwatches, são cada vez mais usados pelos pacientes. Isso significa que o volume de dados sobre a saúde da população vai aumentar a cada ano, e será necessário que os médicos se tornem analistas de dados para entender como usá-los para beneficiar a população;
  • Telecirurgião: os robôs da telemedicina já permitem que os cirurgiões realizem procedimentos de qualquer lugar do mundo, mas essa profissão será um requisito no futuro. Por isso, é fundamental se familiarizar com a telemedicina e aprender a dominá-la.

 

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